Ementa 2019


LINHA 1 - ESTUDOS DE LITERATURA, CULTURA E LETRAMENTO

 

EMENTA DA LINHA 1: Estudos de literatura, cultura e letramento: tradução e interpretação de obras de diferentes gêneros literários; letramento; produção, leitura crítica, recepção e circulação de textos literários, nacionais e estrangeiros, em diversos contextos; correntes críticas e teóricas da modernidade e da contemporaneidade, aplicadas à interpretação e à análise da literatura e outras artes. 

 1. CORRENTES CRÍTICAS (Disciplina Obrigatória para Linha 1) 

EMENTA: A dimensão crítica dos estudos literários e da crítica literária nos séculos XX e XXI a partir da reconstituição da história e da problemática teórica das principais correntes críticas e teóricas.

BIBLIOGRAFIA: 

ADORNO, Theodor W. Notas de Literatura I. Trad. Jorge de Almeida Duas Cidades/Ed. 34, 2003.
ARISTÓTELES. Sobre a arte poética. Trad. Antônio Mattoso e Antônio Queirós Campos. Belo Horizonte: Autêntica, 2018. 

BENJAMIN, Walter. Magia e Técnica, arte e política: ensaio sobre literatura e história da Cultura.São Paulo: Brasiliense (Obras Escolhidas) VI, 1994.
BARTHES, Roland. Crítica e verdade. 3.ed. São Paulo: Perspectiva, 2009. 
BAKHTIN, Mikhail. Questões de literatura e de estética. 6. ed. São Paulo: UNESP/HUCITEC, 2010.
CEVASCO, Maria Elisa. Dez lições sobre os Estudos Culturais. São Paulo: Boitempo, 2003.
COMPAGNON, Antoine. O demônio da teoria: literatura e senso comum. Trad. Cleonice Paes B. Mourão e Consuelo F. Santiago. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2010.
EAGLETON, Terry. Teoria da literatura: uma introdução. Trad. Waltensir Dutra. São Paulo: Martins Fontes, 2006.
FRYE, Northrop. Anatomia da crítica. Trad. Péricles Eugênio da Silva Ramos. São Paulo: Cultrix, 1973.
ISER, Wolfgang. O ato da leitura: uma teoria do efeito estético. Trad. Johannes Kretschmer. São Paulo: Ed. 34, 1996.
JAMESON, Fredric. Pós-modernismo: a lógica cultural do capitalismotardio. Trad. Maria Elisa Cevasco. São Paulo: Ática, 2002.
JAUSS, Hans Robert. História da literatura como provocação à teoria literária. Trad. Sérgio Tellaroli. São Paulo, Ática, 1994.
JOBIM, José Luiz (Org.) Palavras da crítica: tendências e conceitos no estudo da literatura. Rio de Janeiro: Imago, 1992.
LIMA, Luiz Costa (org.). Teoria da literatura em suas fontes. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002. 2 volumes.
LIMA, Luiz Costa (org.).A literatura e o leitor: textos de Estética da Recepção. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979.
SOUZA, Roberto Acízelo de. Teoria da literatura. São Paulo: Ática, 2007.
WELLEK, René e WARREN, Austin. Teoria da Literatura e Metodologia dos estudos literários. São Paulo: Martins Fontes, 2003.

2. ESTUDOS DA NARRATIVA

EMENTA: A origem da narrativa, seu percurso na história e o eixo evolutivo; a estrutura da narrativa; as formas de narrativas; a narrativa de ficção e seu diálogo com a história; narrativa e imaginário e as teorias que se preocupam com a narrativa. Leitura crítica da narrativa.

BIBLIOGRAFIA: 

BAKHTIN, Mikhail. Questões de literatura e estética. Tradução Aurora FarnoniBernadini et all. São Paulo: UNESP/HUCITEC, 1998.
BENJAMIN, Walter. Charles Baudelaire: um lírico no auge do capitalismo. Tradução José Carlos Martins Barbosa. São Paulo: Brasiliense, 1989.
CANDIDO. Antonio. Formação da literatura brasileira (momentos decisivos), vol. I e II. São Paulo: Martins, 1959.
COMPAGNON, Antoine. O demônio da teoria: literatura e senso comum. Tradução Cleonice Paes Baerreto Mourão e Consuelo Fortes Santiago. Belo Horizonte: Editora UFMG, 1999.
COMPAGNON, Antoine. Literatura para quê? Tradução de Laura Taddei Brandini. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2009.
FRYE, Nortrhop. Anatomia da crítica. Tradução Péricles Eugênio da Silva Ramos. São Paulo: Cultrix, 1973.
_____. Lecriture profane: essaisurlastrutureduromanesque. Tradução de HanglaisCorneliusCrauley. Pris: Circe, 1998.
_____. Fábulas de Identidade: estudos de mitologia poética. Tradução Sandra Vasconcelos. São Paulo: Nova Alexandria, 2000.
_____. Código dos códigos: a Bíblia e a literatura. Tradução Flávio Aguiar. São Paulo: Boitempo, 2004. 
LEENHARDT, Jacques & PENSAMENTO, Sandra Jatahy (Orgs.). Discurso histórico e narrativa literária. Campinas: Editora da UNICAMP, 1998.
LUBBOCK, Perce. A técnica de ficção. Tradução Otávio Mendes Cajado. São Paulo: Cultrix,1976.
SCHOLES, Robert & KELLOGG, Robert. A natureza da narrativa. Tradução Gert Meyer. São Paulo: McGraw-Hill, 1977.
REUTER, Yves. A Análise da narrativa: o texto, a ficção e a narração. Tradução de Mário Pontes. Rio de Janeiro: DIFEL, 2002.
RICŒUR, Paul. Tempo e narrativa. Tomo I. Tradução Constança Marcondes César. Campinas: Papirus, 1994.
_____. Tempo e narrativa. Tomo II. Tradução Mariana Appenzeller. Campinas: Papirus, 1995.
_____. Tempo e narrativa. Tomo III. Tradução Roberto Leal Ferreira. 
Campinas: Papirus, 1997.
TODOROV, Tzvetan. A literatura em perigo. Tradução de Caio Meira. Rio de Janeiro: DIFEL, 2009.
WATT, Ian. A ascensão do romance. Tradução Hildegard Feist. Campinas: Companhia das Letras, 1996.
 

3. LITERATURA COMPARADA

EMENTA: Literatura comparada: perspectivas histórica, teórica e metodológicas; o comparativismo e sua articulação conceitual com outros saberes e outras artes. A constituição dos estudos comparativistas no Brasil. A singularidade dos Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa.

BIBLIOGRAFIA:

ABDALA JÚNIOR., Benjamin. Fronteiras múltiplas, identidades plurais: um ensaio sobre mestiçagem e hibridismo cultural. São Paulo: SENAC, 2002
CANDIDO, Antonio. Recortes. São Paulo: Companhia das Letras, 1993. 
CARVALHAL, Tânia Franco. Literatura Comparada. 4ª ed. São Paulo: Ática, 2006. 
CARVALHAL, Tania Franco. (Org.). Literatura Comparada no Mundo: Questões e Métodos. Porto Alegre: Editora L&PM Editores S/A, 1997.
CEI, Vitor; DIOGO, Sarah Forte; Alves, Silvio Cesar (org.). Ética, Estética e Filosofia da Literatura. Rio de Janeiro: ABRALIC, 2018.
COUTINHO, Eduardo F.; CARVALHAL, Tânia Franco (org.). Literatura Comparada: textos fundadores. Rio de Janeiro: Rocco, 1994.
COUTINHO, Eduardo F. Literatura Comparada na América Latina: ensaios. Rio de Janeiro: EDUERJ, 2003.
JAMESON, Fredric. Pós-modernismo: a lógica cultural do capitalismo tardio. Trad. Maria Elisa Cevasco. São Paulo: Ática, 2002.
NITRINI, Sandra. Literatura Comparada: História, Teoria e Crítica. 3ª ed. São Paulo: EDUSP, 2015.
SPIVAK, Gayatri Chakravorty. Death of a discipline. New York: Columbia University Press, 2003.
 

4. TEORIA DA POESIA 

EMENTA: A natureza e a evolução do discurso poético. Teorias e críticas aplicadas ao estudo da poesia. Os estudos comparados das diferentes abordagens ao discurso da poesia (o universal, o nacional e o regional). Poesia e tradução. 

BIBLIOGRAFIA:

BERARDINELLI, Alfonso. Da poesia à prosa. São Paulo: Cosac Naify, 2007.

BOSI, Viviana. O poema Leitores e leituras. 2 ed. Cotia-SP: Editora Ateliê, 2004.
MENEZES, Philadelpho. Poesia concreta e visual. São Paulo: Ática, 1998. 144p. Coleção: Roteiro de leitura. 
MORICONI, Ítalo. A poesia brasileira do século XX. Rio de Janeiro: Objetiva, 2002. 153p. Coleção: Como e por que ler. 
PEDROSA, Celia; MATOS, Claudia; NASCIMENTO, Evandro (orgs). Poesia Hoje. Coleção Ensaio, n° 13. Niteroi-RJ: Editora EdUFF, 1998.
TEZZA, Cristóvão. Entre a prosa e a poesia: Bakhtin e o Formalismo Russo. Rio de Janeiro: ROCCO, 2003.
 

5. LITERATURA, CULTURA E SOCIEDADE

EMENTA: Olhares sobre o Brasil e sobre as Amazônias: ensaístas e teóricos; suas obras e contextos históricos, vistos enquanto etapas da formação do pensamento social brasileiro. Representações de cultura, sociedade e literatura na Amazônia e na tradição nacionalista através dos tempos, incluindo as contradições em torno da ideia de progresso, de civilização e de modernidade. Revisão crítica da contribuição de autores, correlacionando o mundo da sociedade, da cultura e da nação.

BIBLIOGRAFIA:

ABDALA JR., B. Margens da cultura:mestiçagem, hibridismo & outras misturas. São Paulo: Boitempo, 2004.
BOXER, C. R. O Império Colonial Português: 1415-1825. Lisboa: Edições Setenta,1981.
CURTO, D. R. Cultura imperial e projetos coloniais: séculos XV a XVIII. Campinas:Editora da UNICAMP, 2009.
EAGLETON, Terry. A ideia de cultura. Tradução Sandra Castello Branco; revisão técnica Cezar Mortari. São Paulo: Editora UNESP, 2005.
HARDMAN, Francisco Foot. Trem Fantasma: a modernidade na selva. São Paulo: Companhia das Letras, 1988.
HOLANDA, S. B. de. Visão do paraíso:os motivos edênicos no descobrimento e colonização do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.
MEIRELHES FILHO, J. Grandes expedições à Amazônia brasileira:1500-1930. São Paulo: Metalivros, 2009.
NEIDE, Gondim. A invenção da Amazônia. 2º edição. Manaus: Editora Valer, 2007.
NIZZA DA SILVA, M. Escravidão e colonização. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2000.
PESAVENTO, S. J. “A invenção do Brasil: o nascimento da paisagem brasileira sob o olhar do outro”. Fênix – Revista de História e Estudos Culturais, Porto Alegre, v.1, n.1, p.1-34, out./nov./dez. 2004.
PIZARRO, Ana. Amazônia, as vozes do rio: imaginário e modernização. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 2011.
SOUZA, Márcio. História da Amazônia. Manaus: Valer, 2009.

6. METODOLOGIA DA PESQUISA  (Disciplina obrigatória para as duas Linhas)

 EMENTA: O conhecimento científico; ciência e produção de conhecimento; métodos e técnicas de pesquisa; reescrita de projeto e relatórios de pesquisa. Orientações técnicas para elaboração da dissertação.

 BIBLIOGRAFIA:

AYER, A. J. Linguagem, verdade e lógica. Lisboa: Editorial Presença, 1991.
BACHELARD, Gaston. A Epistemologia. Lisboa: Edições 70, s.d. 
_____. O Novo Espírito Científico. Lisboa: Edições 70, s.d. 
BOURDIEU, Pierre e DARBEL, Alain. O amor pela arte. São Paulo: EDUSP, 2003. 
BOOTH, W. COLOMB, G. WILLIAMS, J. A arte da pesquisa. Tradução Henrique Monteiro. São Paulo: Martins Fontes, 2000. 
DESCARTES, René. Discurso do Método. São Paulo: Nova Cultural, 1992. (Os Pensadores). 
ECO, Umberto. Como se faz uma tese. São Paulo: perspectiva, 1989.
GADAMER, Hans-George. Verdade e método: traços fundamentais de uma hermenêutica filosófica. São Paulo: Vozes, 1997 
KNELLER, G.F. A Ciência como atividade humana. Rio de Janeiro: Zahar/ EDUSP, 1978. 
KUHN, Thomas. A Estrutura das revoluções científicas. São Paulo: Perspectiva, 1982. 
LAKATOS, Imre, MUSGRAVE, Alan (org.) A crítica e o desenvolvimento do conhecimento. São Paulo: Cultrix, 1979. 
MARQUES, Mario Osório. Escrever é preciso: o princípio da pesquisa. Ijuí: Unijuí, 2001. 
POPPER, Karl. A Lógica da Pesquisa Científica. São Paulo: Cultrix, 1993. 
SANTOS, Boaventura de Souza. Introdução a uma ciência pós-moderna. Rio de Janeiro: Graal, 1989. 
CHNITMAN, D.F. Novos paradigmas, cultura e subjetividade. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996. 
THIOLLENT, M. Metodologia da pesquisa-ação. São Paulo: Cortez, s.d.

  

LINHA 2 - LITERATURA, MEMÓRIA E IDENTIDADE PAN-AMAZÔNICAS

EMENTA: Estudos de literatura de diversos gêneros, das complexidades das memórias (individuais e/ou coletivas) e das questões de identidades presentes em textos literários produzidos na ou sobre as Amazônias, contemplando também os estudos de fronteiras, físicas e culturais [interculturalidade], bem como de sujeitos humanos e não-humanos, visíveis e invisíveis dessas fronteiras narrativas.

 

1. LITERATURA E ESTUDOS PÓS-COLONIAIS E DECOLONIAIS NA PAN-AMAZÔNIA (Disciplina Obrigatória para Linha 2)

 EMENTA: As origens. Literaturas pós-coloniais como reescritura de textos canônicos. A crítica ao colonialismo. A releitura de autores que escreveram contra a colonização.

BIBLIOGRAFIA:

ACHEBE, Chinua. Things Fall Apart: London: Heinemann, 1966. 
___ As Flechas de Deus. S Paulo. Cia das Letras: 2011
___. Morning yet on Creation Day Essays. London: Heinemann, 1975.
ASHCROFT, B. TIFFIN, H. GRIFFITH, G. The Empire Writes Back. London: Routledge, 1992.
BASSNETT, Susan. Postcolonial Translation. London and New York: Routledge, 2000.
BELLEI, Sérgio L P. Monstros, Indios e Canibais. Florianópolis: Insular, 2000
BHABHA, Homi. O Local da Cultura. Belo Horizonte: UFMG, 2003
BONNICI, Thomas. O Pós-colonialismo e a literatura: estratégias de leitura. Maringá: UEM, 2000.
BRYDON, D and Tiffin H. Decolonizaing Fictions. Melbourne: Dangoroo Press, 2001
CESAIRE, Aimé. Discurso sobre o Colonialismo. Florianopolis: Insular, 2009.
CHIBER, Vivek. Postcolonial Theory and the Spector of Capital. Verso: London and New York, 2013.
COETZEE, J, M, Waiting for the Barbarians. London: Penguin Books, 1993
COETZEE, J.N. Foe. London: Penguin Books, 1988
______Disgrace. London: Penguin, 1999.
COUTO, Mia. O Outro pé da sereia. S Paulo: Cia das Letras, 2007.
______. O último Voo do Flamingo. S Paulo: Cia das Letras.
______. Estórias Abensonhadas. Lisboa: Caminho, 1991
DESAI, G & Nair S. eds. Postcolonialisms: an anthology of cultural theory and criticism. Oxofrd: Oxford UP, 2006.
FANON Frantz. Os Condenados da Terra. São Paulo: civilização Brasileira. 1968
FANON, Black Skins, White Masks. London: Penguin. 1090
GROSFOGUEL, Ramon. Decolonizing Post-Colonial Studies and Paradigms of Political-Economy: Transmodernity, Decolonial Thinking, and Global Coloniality. Berkely: Uniersity of California, 2001.
HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade, DP&A Editora, 1ª edição em 1992, (totalmente acessível para download)
KIPLING, R. Kim. London: Penguin, 1994. 
LAZARO, Luis Alberto. Colonialism and Post-colonialism in Literature. Alcalá de Henares: Universidade de Alcalá. 1994
LIMA Reis, Eliana Lourenço. Pós-colonialismo e Mestiçaem Cultural: a literatura de Wole Soyinka, B Horizonte: UFMG, 2011
Loomba, Ania. Colonialism/postcolonialism. London and New York: Routledge, 2000.
Melville, Pauline. A História do Ventriloquo. S Paulo: Cia das Letras, 1999.
Mignollo, Walter. La Razón Postcolonial: Herencias Coloniales y Teorías Postcoloniales in Gragoatá: revista do Instituto de Letras. A Condição Pós-colonial n. 1 (1996)
Mukherjee, Arun. Postcolonialism: my living. Toronto: Tsar, 1998.
Nenevé, M. “Can a White Canadian write a postcolonial Text?” Ilha do Desterro , n. 31. – Canadian Studies. 1994.
NENEVÉ, M. “Teoria do Pós-colonialismo e algumas contribuições para a Educação.” In Canadart XIII. Salvador, XIII (jan 2005) 
ORTIZ, Renato. Cultura Brasileira e Identidade Nacional. São Paulo: Brasiliense, 2012´
PRATT, M Louise. Olhos do Império: relatos de viagem e transculturação. Bauru: EDUSC, 1999.
QUIJANO, Anibal. A Colonialidade do poder. http://biblioteca.clacso.edu.ar/clacso/sur-sur/20100624103322/12_Quijano.pdf. 
Quaison, Ato. Post-colonialism: theory, practice or process? Oxford: Polity Press, 1988.
QUIJANO, Anibal. Colonialidade do Poder, Eurocentrismo e América Latina. Acessivel em: http://biblioteca.clacso.edu.ar/clacso/sur-sur/20100624103322/12_Quijano.pdf
QUIJANO, Anibal. Colonialidade, poder, globalização e democracia. Novos Rumos, no. 37, ano 17. Acessível em: http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/2010/veiculos_de_comunicacao/NOR/NOR0237/NOR0237_02.PDF
ROCHA, Helio. Maciary. S Paulo: Barauna, 2012
SPIVAK, G. Pode o subalterno falar? B Horizonte: UFMG, 2010
SAID, Edward. Orientalismo. S Paulo: Civilização Brasileira, 1990
SAID, E. Humanismo e Crítica democrática. S Paulo: Cia das Letras, 2009.
SAID, Edward e Barenboim, Daniel. Paralelos e Parodoxos: Reflexões sobre Música e Sociedade. São Paulo: Cia das Letras, 2003.
SANTIAGO, Silviano. The Space in-Between – Essays on Latin American Culture. Durham and London: Duke University, 2001.
SANTOS, Boaventura Souza. Pelas mãos de Alice. Coimbra: Almeida, 2013. Fácil de baixar: https://books.google.ca/books?hl=ptBR&lr=&id=n972vLwxdGwC&oi=fnd&pg=PT12&dq=guha+p%C3%B3scolonialismo&ots=yLNGtrw97c&sig=TKyHSWiYSlA_7NwOMWHMnEH7eT0#v=onepage&q&f=false
SOUZA, Marcio. História da Amazônia. Manaus: Valer, 2009.
VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo. A Inconstância da Alma Selvagem. Rio: Cosac Naify, 2001
SOUSA, Edson Luiz André de. Psicanálise e Colonização. P Alegre: Artes e Ofícios. 1999
SPIVAK, Gayatry C. Pode o Subalterno Falar? . Trad Sandra Goulart Almeida, Marcos P Feitosa e Andre P Feitosa, Belo Horizonte; UFMG, 2010
Spurr, David. The Rhetoric of the Empire: Colonial Discourse and Imperial Administration. Durhma and London. Duke University Press, 1993.
THOMAS, Nicholas. Colonialism´s Culture: Anthropology and Government. Oxford: Polity Press, 2000.
WALDER, Dennis. Post-colonial literatures in English: History , Language , Theory. Oxford: Blackwell, 1998.
 

2. HISTORIOGRAFIA AMAZÔNICA

EMENTA: Estudos voltados às relações entre história e representações políticas das Amazônias. Análise de tais representações construídas por viajantes estrangeiros e/ou brasileiros e o entendimento de como foram sensíveis ou não às diferentes classes ou grupos sociais, a partir dos diferenciados empregos ou códigos dos quais se utilizaram em suas práticas discursivas sobre as sociedades amazônicas.

BIBLIOGRAFIA:

BOSI, Alfredo. O enigma do olhar. São Paulo: Ática, 1999. 
CUNHA, Euclides. À margem da história. Disponível on-line. 
CUNHA, Euclides. Um paraíso perdido. Disponível on-line. 
EAGLETON, Terry. A ideia de cultura. Trad. Sandra Castelo Branco. São Paulo. Editora da UNESP, 2005. 
FANON, Frantz. Os condenados da Terra. Trad. Enilce Albergaria Rocha e Lucy Magalhães. Juiz de Fora: Editora da UFJF, 2005. (Capítulo sobre a libertação nacional);
GALVÃO, Walnice Nogueira. O império do Belo Monte: vida e obra e morte de Canudos. São Paulo: Perseu Abramo, 2001. 
GONDIM, Neide. A invenção da Amazônia. São Paulo: Marco Zero, 1994. HARDMAN, Francisco Foot. A vingança da hileia: Euclides da Cunha, a Amazônia e a literatura moderna. São Paulo: Editora UNESP, 2009. 
HEMMING, John. Árvore de rios: a história da Amazônia. Trad. André Luiz Alvarenga. São Paulo: Editora Senac, 2011.
__________. Fronteira Amazônica: a derrota dos índios brasileiros. Trad. Antônio de Pádua Danesi. São Paulo: Edusp, 2009.
LOUREIRO, João de Jesus Paes. Cultura Amazônica: uma poética do imaginário. São Paulo: Escrituras, 2001.
ROCHA, Hélio Rodrigues. “Para a terra do sol constante”. In: O Mar e a Selva: sobre a viagem de Henry Major Tomlinson ao Brasil. Curitiba: Editora CRV, 2012. __________. “Começando a viagem: primeira milha” e “A Amazônia da década da destruição” In: Microfísicas do imperialismo: a Amazônia rondoniense e acreana em quatro relatos de viagem. Curitiba: Editora CRV, 2012.
___________ Gaivotas. Guaratinguetá. Penalux, 2015. 
ROQUETTE-PINTO, Edgar. Rondônia. São Paulo: Editora Nacional, 1935. 
SMITH, Anthony. Os conquistadores do Amazonas: quatro séculos de exploração e conquista no maior rio do mundo. Trad. Maria Therezinha M. Cavallari. São Paulo: Editora Best-Seller, 1990. 
SOUZA, Márcio. História da Amazônia. Manaus: Editora Valer, 2009. 
TOCANTINS, Leandro. Amazônia - Natureza, Homem e Tempo: uma planificação ecológica. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1982. 
TOMLINSON. Henry Major. O Mar e a Selva: relato de um inglês na Amazônia. Trad. Hélio Rocha. São Paulo: Paco Editorial, 2014. 
UGARTE, Auxiliomar Silva. Sertões de Bárbaros: o mundo natural e as sociedades indígenas da Amazônia na visão dos cronistas dos séculos XVI- XVII. Manaus: Valer 2009.
 

3. ESTUDOS DO MARAVILHOSO E DO INSÓLITO NAS AMAZÔNIAS

EMENTA: O maravilhoso atravessa o oceano (XVI-XX). Real maravilhoso, realismo mágico e realismo maravilhoso: afinidades, críticas e dissenções. Os insólitos reais amazônicos: do período pré-colombiano aos dias atuais. O fantástico brasileiro.

BIBLIOGRAFIA: 

BATALHA, Maria Cristina, PINTO, Marcello de Oliveira & MICHELLI, Regina (Orgs.). Vertentes do fantástico no Brasil, tendências da ficção e da crítica. Rio de Janeiro: Dialogarts, 2015.
______, “A literatura fantástica no Brasil: alguns marcos referenciais”, in RAMOS, Maria Celeste Tommasello; ALVES, Maria Cláudia Rodrigues & HATTNER, Alvaro Luíz (Orgs.). Pelas veredas do fantástico, do mítico e do maravilhoso. São Paulo: Cultura Acadêmica; São José do rio Preto: São Paulo, HN, 2013, pp. 17-60.
CARPENTIER, Alejo. O reino deste mundo. Tradução João Olavo Saldanha. Rio de Janeiro: Civilização brasileira, 1985. 

CECIM, Vicente Franz. Viagem a Andara, o livro invisível. São Paulo: Iluminuras, 1988.
______. A asa e a serpente. In: ______. Viagem a Andara, o livro invisível. São Paulo: Iluminuras, 1988. p.11-57.
______. Os animais da terra. In: ______. Viagem a Andara, o livro invisível. São Paulo: Iluminuras, 1988. p.59-108.
______. Os jardins e a noite. In: ______. Viagem a Andara, o livro invisível. São Paulo: Iluminuras, 1988. p.109-176. 

CHIAMPI, Irlemar. O Realismo Maravilhoso. São Paulo: Perspectiva, 1980. 

DANTAS, Ricardo. Meia pata. São Paulo: Editora Kazuá, 2013.
ELIADE, Mircea. O sagrado e o profano. Tradução Rogério Fernandes. São Paulo: Martins Fontes, 2010.
_____. Mito e realidade. Tradução Pola Civelli. São Paulo: Perspectiva, 1998 

ESTEVES, Antonio R.; FIGUEIREDO, Eurídice. O realismo mágico e o realismo maravilhoso. In: FIGUEIREDO, Eurídice (Org.). Conceitos de literatura e cultura. Juiz de Fora, EdUFJF, 2010. p. 393-414. 

4. NARRATIVAS, FRONTEIRAS E MIGRAÇÕES

EMENTA: Literaturas hegemônicas e subalternas, com base em teorias sobre a narrativa de viagem, considerando a globalização, a reconfiguração dos processos identitários, as reterritorializações e o fenômeno da migração. Enfocam-se ainda as viagens como tema literário, relacionadas com tópicos do comparatismo, do culturalismo, do pós-colonialismo e do pós-modernismo. A disciplina abordará também os estudos de narrativa na problemática das fronteiras múltiplas e das identidades plurais.

BIBLIOGRAFIA:

ABDALA Jr., B. Fronteiras múltiplas, identidades plurais: um ensaio sobre mestiçagem e hibridismo cultural. São Paulo: Senac, 2002.
ACHUGAR, H. Planetas sem boca: escritos efêmeros sobre arte, cultura e literatura. Trad. Lyslei Nascimento. Belo Horizonte: UFMG, 2006.
BHABHA, Homi K. O Local da Cultura. 1 ed. Belo Horizonte: Editora UFMG, 1998. Tradução de Myriam Ávila, Eliana Lourenço de Lima Reis e Gláucia Renate Gonçalves.
CÉSAIRE, Aimé. Discurso sobre o colonialismo. 1 ed. Lisboa: Livraria Sá da Costa Editora, 1978. Tradução de Noémia de Sousa.
CHAMBERS, Ian. Migrancy, Culture, Identity. London: Routledge, 1994.
JOBIM, José Luís. Literatura e cultura: do nacional ao transnacional. Rio de Janeiro: Editora da UERJ, 2013.
HUTCHEON, L. The Politics of Postmodernism. New York and London: Routledge, 1993.
MIGNOLO, W. Local Histories/Global Designs: Coloniality, Subaltern Knowledges, and Border Thinking. Princeton, NJ: Princeton University Press, 2000.
MOREIRAS, A. A exaustão da diferença: a política dos estudos culturais latino-americanos. Trad. Eliana Lourenço de Lima Reis, Gláucia Renate Gonçalves. Belo Horizonte: UFMG, 2001.
SAID, Edward. Reflexões sobre o exílio e outros ensaios. Trad. de Pedro Maia Soares. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.
SANTOS, Boaventura de Souza (Org.). Reconhecer para libertar: os caminhos do cosmopolitismo cultural. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003.
 

5. LITERATURA, MEMÓRIA E IDENTIDADE

EMENTA: Identidades nacionais e literaturas nas Amazônias. Língua(s) empregada(s) na construção da literatura nacional entendida como meio de narração dos temas e ambientes dotados de cor local. Literatura, memória e identidade como processo civilizatório.

BIBLIOGRAFIA: 

BAUMAN, Z. Identidade: entrevista a Benedetto Vecchi. Tradução de Carlos Alberto Medeiros. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005. 

BERGEZ , Daniel, BARBERIS, Pierre, BIASI, Pierre. Métodos críticos para a análise literária. São Paulo: Martins Fontes, 1977. 

EIKHENBAUM, B. Teoria da literatura - Formalistas russos. 4 ed. Tradução Ana Maria Ribeiro Filipouski et alii. Porto Alegre: Globo, 1978. 
FREADMAN, Richard e MILLER, Seumas. Re-pensando a teoria?uma crítica da teoria literária contemporânea. Tradução Aguinaldo José Gonçalves e Álvaro Háttnher. São Paulo: Editora Unesp, 1994. 
FRYE, N. Anatomia da crítica. Tradução Péricles Eugênio da Silva Ramos. São Paulo: Cultrix, 1973. 
HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. Rio de Janeiro: DP&A, 2004.
HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. Trad. de Beatriz Sidou. São Paulo: Centauro, 2006.
JAUSS, Hans Albert et a1ii. A literatura e o leitor. Textos de Estética da Recepção. Tradução e seleção de Luiz Costa Lima. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979. 
JOBIM, José Luiz (Org.) Palavras da crítica: tendências e conceitos no estudo da literatura. Rio de Janeiro-RJ: Imago, 1992. 
LIMA, Luiz Costa. Teoria da literatura em suas fontes. 2 ed. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1983. v. I e II. 
MOTTA, Leda Tenório da. Sobre a crítica literária brasileira no último meio século. Rio de Janeiro: Imago, 2002. REIS, Carlos. Técnicas de análise textual. 3 ed. Coimbra: Almedina, 1981. 
WELLEK, René. História da crítica moderna. São Paulo: Herder/EDUSP, 1967- 1972 (4 vols). 
WINSATT, W. & BROOKS, C. Crítica literária: breve história. Tradução I. Centeno e A. de Morais. Lisboa: Fundação Gulbenkian, 1957. 
BOUSAÑO, Carlos. Teoria de la expresión poética.7 ed. Madri: Gredos, 1985.

 6. METODOLOGIA DA PESQUISA  (Disciplina obrigatória para as duas Linhas)

 EMENTA: O conhecimento científico; ciência e produção de conhecimento; métodos e técnicas de pesquisa; reescrita de projeto e relatórios de pesquisa. Orientações técnicas para elaboração da dissertação.

 BIBLIOGRAFIA:

AYER, A. J. Linguagem, verdade e lógica. Lisboa: Editorial Presença, 1991.
BACHELARD, Gaston. A Epistemologia. Lisboa: Edições 70, s.d. 
_____. O Novo Espírito Científico. Lisboa: Edições 70, s.d. 
BOURDIEU, Pierre e DARBEL, Alain. O amor pela arte. São Paulo: EDUSP, 2003. 
BOOTH, W. COLOMB, G. WILLIAMS, J. A arte da pesquisa. Tradução Henrique Monteiro. São Paulo: Martins Fontes, 2000. 
DESCARTES, René. Discurso do Método. São Paulo: Nova Cultural, 1992. (Os Pensadores). 
ECO, Umberto. Como se faz uma tese. São Paulo: perspectiva, 1989.
GADAMER, Hans-George. Verdade e método: traços fundamentais de uma hermenêutica filosófica. São Paulo: Vozes, 1997 
KNELLER, G.F. A Ciência como atividade humana. Rio de Janeiro: Zahar/ EDUSP, 1978. 
KUHN, Thomas. A Estrutura das revoluções científicas. São Paulo: Perspectiva, 1982. 
LAKATOS, Imre, MUSGRAVE, Alan (org.) A crítica e o desenvolvimento do conhecimento. São Paulo: Cultrix, 1979. 
MARQUES, Mario Osório. Escrever é preciso: o princípio da pesquisa. Ijuí: Unijuí, 2001. 
POPPER, Karl. A Lógica da Pesquisa Científica. São Paulo: Cultrix, 1993. 
SANTOS, Boaventura de Souza. Introdução a uma ciência pós-moderna. Rio de Janeiro: Graal, 1989. 
CHNITMAN, D.F. Novos paradigmas, cultura e subjetividade. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996. 
THIOLLENT, M. Metodologia da pesquisa-ação. São Paulo: Cortez, s.d.

 



 

 

 

 

 

 

 


<<
Setembro 2021
>>
DoSeTeQuQuSe
   1234
567891011
121314 15 1617
18
19202122232425
2627282930